Casa Velha – Machado de Assis
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Casa Velha
Autor: Machado de Assis
Período de escrita: 1885–1886 (publicado em folhetim na revista A Estação) / 1943 (edição em livro póstuma organizada por Lúcia Miguel Pereira)
Edição/Tradução: Português brasileiro (baseado em domínio público)
Preparação digital: artesEtalentos (25/04/2023)
Detalhes do eBook:
- Idioma: Português (BR)
- Formato: ePub
- Tamanho do arquivo: 219 KB (download rápido)
- Acessibilidade: Leitura de texto habilitada
- Compatível com leitor de tela
- Configuração de fonte ajustável
- Dicas de vocabulário: Não habilitado
- Licença: Domínio Público – livre para uso pessoal e compartilhamento
Casa Velha, publicada em folhetim entre 1885 e 1886 na revista A Estação e só lançada em livro em 1943 (póstuma, organizada por Lúcia Miguel Pereira), é uma das obras mais enigmáticas e menos conhecidas de Machado de Assis, mas uma das mais ricas em crítica social. Ambientada no Rio de Janeiro por volta de 1839 (durante o Primeiro Reinado, após a abdicação de D. Pedro I), a narrativa é contada em primeira pessoa por um padre (cônego ou padre Mascarenhas em algumas leituras), que busca documentos e periódicos antigos para escrever sobre o período imperial. Ele acaba frequentando assiduamente a “Casa Velha”, residência de D. Antônia (viúva de um ex-ministro de Estado), onde reside com o filho Félix, agregados e empregados.
O enredo aparente — a pesquisa histórica — serve de pretexto para o padre se inserir na intimidade da família e revelar um drama familiar: o amor impossível entre Félix (herdeiro rico e fraco de caráter) e Lalau (agregada pobre, altiva e virtuosa, criada na casa como afilhada). O romance entre os dois é sabotado por intrigas, preconceitos de classe, manipulações da mãe (D. Antônia, símbolo da rigidez patriarcal e escravagista) e uma mentira conveniente sobre parentesco que separa o casal. O padre, observador parcial e ambíguo, intervém sutilmente na trama, revelando hipocrisias, vaidades e o peso das convenções sociais da elite imperial. A casa velha em si é alegoria da sociedade brasileira estagnada: alicerces antigos, decadentes, mas resistentes à mudança, com ecos de escravatura, paternalismo e rigidez moral.
Com tom introspectivo, ironia fina e análise psicológica sutil, a obra mistura romance de costumes, crítica social e reflexão histórica — distante do realismo maduro de Dom Casmurro, mas já prenunciando a observação impiedosa de Machado. Curta, densa e cheia de camadas (incluindo alegoria política sobre conservadorismo vs. progresso), é ideal para quem aprecia narradores ambíguos, dramas familiares e retratos da formação da sociedade brasileira. Domínio público – ePub gratuito!
Perfeito para fãs de literatura machadiana menos óbvia, críticas sociais do século XIX, narrativas em primeira pessoa e leituras que misturam história, amor proibido e ironia refinada. Uma joia subestimada, profunda e reveladora. 🏛️🖤📜
Licença: Domínio Público – livre para uso pessoal e compartilhamento.
| Autor | Machado de Assis |
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