Esaú e Jacó – Machado de Assis

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Esaú e Jacó de Machado de Assis: gêmeos rivais Pedro e Paulo disputam amor e política na transição Império-República. Romance ambíguo e irônico em ePub domínio público, português BR. Preparação digital por artesEtalentos.
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Descrição

Esaú e Jacó
Autor: Machado de Assis
Período de escrita: 1904 (publicado em livro pela Garnier)
Edição/Tradução: Português brasileiro (baseado em domínio público)
Preparação digital: artesEtalentos (25/04/2023)

Detalhes do eBook:

  • Idioma: Português (BR)
  • Formato: ePub
  • Tamanho do arquivo: 432 KB (download rápido)
  • Acessibilidade: Leitura de texto habilitada
    • Compatível com leitor de tela
    • Configuração de fonte ajustável
  • Dicas de vocabulário: Não habilitado
  • Licença: Domínio Público – livre para uso pessoal e compartilhamento

Esaú e Jacó, publicado em 1904, é o penúltimo romance de Machado de Assis e uma das obras mais reflexivas e ambíguas de sua maturidade. Narrado pelo Conselheiro Aires (o mesmo de Memorial de Aires), em tom sereno e irônico, o livro retoma a parábola bíblica de Esaú e Jacó para explorar a rivalidade eterna entre opostos. A trama acompanha os gêmeos Pedro e Paulo, filhos de Natividade (uma mãe devota e ansiosa) e Agostinho Santos (capitalista burguês), desde a gestação — quando já brigam no ventre — até a vida adulta no Rio de Janeiro da transição do Império para a República (1870–1890s).

Pedro e Paulo são idênticos fisicamente, mas opostos em tudo: Pedro, conservador e monarquista, estuda Medicina; Paulo, progressista e republicano, cursa Direito. A rivalidade se agrava na disputa pelo amor de Flora, jovem bela e indecisa que ama os dois ao mesmo tempo, mas não consegue escolher — simbolizando a paralisia afetiva e a ambiguidade humana. O romance entrelaça o conflito fraterno com o contexto histórico: a Proclamação da República (1889), o Encilhamento, as mudanças políticas e sociais, vistas com ceticismo machadiano. Personagens como a cabocla vidente do Morro do Castelo (que prevê “coisas futuras”), a tia Perpétua, o Barão de Santa-Pia e o próprio Aires adicionam camadas de ironia, fatalidade e observação social. O final melancólico reforça a ideia de que nada muda: os opostos se reconciliam superficialmente, mas o conflito persiste, refletindo a eterna divisão brasileira entre conservadorismo e mudança.

Com estrutura fragmentada, digressões, ironia fina e análise psicológica profunda, a obra critica a hipocrisia política, a vaidade humana e a ilusão do progresso, sem panfletarismo — típico do realismo maduro de Machado. Considerado uma síntese do Brasil fin-de-siècle, é leitura essencial para entender o pessimismo filosófico do autor e sua visão ambígua da nação. Domínio público – ePub gratuito!

Perfeito para fãs de realismo machadiano, narrativas ambíguas, crítica política sutil, rivalidades fraternas e retratos históricos do Brasil imperial-republicano. Uma obra profunda, irônica e atemporal. ⚖️🕰️📖

Licença: Domínio Público – livre para uso pessoal e compartilhamento.

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